terça-feira, 31 de maio de 2016

Quer Parar de Fumar?

Hoje, dia 31 de Maio, é celebrado o "Dia Mundial Sem Cigarro". Se você fuma, gostaria de parar, mas tem dificuldade, você não é o único. Procure ajuda especializada. Assista o Depoimento do João Gordo de como parou de fumar!!!


Uma vida sem cigarros é possível, vamos nessa?

domingo, 15 de maio de 2016

Recife de Coral Amazônico



O termo “recife de corais” costuma remeter a águas tropicais cristalinas e corais coloridos. O tipo mais conhecido é o clássico recife de coral, que ocorre em águas rasas, quentes e pobres em nutrientes. 

Talvez por isso, ninguém nunca se preocupou em olhar para o escoamento do rio com a maior vazão de água do mundo, conforme sugere o título deste Post. 

Um grupo de cientistas brasileiros descobriu um enorme recife na foz do rio Amazonas, de 9.500 km². Ele abriga algumas formas de vida bem curiosas. O recife do rio Amazonas é uma variação do recife clássico, abrigando esponjas, corais-pétreos e peixes de água rasa.

Corais (à esquerda) e esponjas (à direita) coletados na foz do rio Amazonas.
O rio Amazonas tem uma taxa de escoamento que chega a 300.000 m³ de água repleta de sedimentos a cada segundo. Isso gera uma nuvem espessa, semelhante a smog, que reduz os níveis de luz e oxigênio no fundo do mar. Então imagine a surpresa dos cientistas em descobrir um enorme recife por lá. Um artigo descrevendo a descoberta foi publicado na revista Science Advances.




Os pesquisadores explicam que este é um “recife biogênico”, isto é, um conjunto de animais, plantas e micróbios que vivem nas profundezas e mineralizam esqueletos de calcário ou sílica.

O mapa do recife biogênico na foz do rio Amazonas.

O recife corta através de toda a foz do Amazonas, e as condições ambientais mudam drasticamente ao longo do seu comprimento (ver primeiro mapa). No norte, a pluma do rio lança uma sombra pesada, tornando escassos tanto a luz como o oxigênio, mudando a paisagem ecológica. Produtores primários são representados por micróbios que podem fazer sua própria comida retirando energia a partir de produtos químicos inorgânicos – cientistas chamam esse processo de quimiossíntese.

Estes micróbios quimiossintéticos costumam ser encontrados em ambientes extremos, tais como fossas profundas do oceano ou lagos subterrâneos, mas raramente eles são numerosos o bastante para sustentar um grande ecossistema macroscópico.

Segundo Thompson, “Este é o primeiro recife quimiossintético que usa minerais – como amônia e enxofre – para sustentar o recife, em vez de luz e produção primária”. “Isso poderia tornar o sistema bastante único.”

Mais ao sul, a água se torna mais clara, mais ensolarada e bem arejada. A cadeia alimentar é baseada em algas que realizam fotossíntese, produzindo açúcar a partir de luz solar e sustentando uma mistura diversificada de esponjas e corais.

Por acaso (ou não), estes pesquisadores foram além do senso comum (científico) e fizeram uma descoberta muito importante. Pode-se dizer que quebraram um paradigma.

Um Vídeo no Youtube mostra um pouco mais sobre esta descoberta, confere aí