terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Lagartixa da Praia


Atendendo a um pedido vou falar sobre um lagartinho "praieiro" do Sul do Brasil. Trata-se do Liolaemus occipitalis.

Liolaemus occipitalis

É uma espécie de lagarto de pequeno porte, que atinge cerca de 12 cm de comprimento total.  Possui hábito terrestre e ocorre exclusivamente em ambientes arenosos das restingas litorâneas do extremo sul do Brasil, em altitudes pouco superiores ao nível do mar. Apresenta coloração críptica em relação à areia, substrato onde vive. Pode enterrar-se superficialmente no solo arenoso ou escavar tocas de 20 a 30 cm de profundidade. Sua atividade é exclusivamente diurna e a dieta é basicamente insetívora. Liolaemus occipitalis é uma espécie ovípara e sua atividade reprodutiva ocorre nos meses de primavera e verão, de setembro a março. As fêmeas depositam até quatro ovos por desova.

Liolaemus occipitalis ocorre na costa do sul do Brasil, nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A ocorrência da espécie, ao longo de toda a sua distribuição, está restrita a uma faixa muito estreita de restingas arenosas litorâneas. No Rio Grande do Sul, ocorre em toda a zona costeira, desde Torres até o Chuí. Em Santa Catarina, a espécie é encontrada da ilha de Florianópolis para o sul. 
Mapa da Distribuição da Lagartixa da Praia
Pontos vermelhos no mapa indicam a distribuição geográfica da espécie.

Atualmente, pode ser encontrada ao longo de boa parte da distribuição conhecida, mas já não é mais observada em muitas localidades onde era abundante em um passado recente, especialmente nas proximidades das principais concentrações urbanas. Isto porque em algumas áreas do litoral norte do Rio Grande do Sul, as restingas arenosas foram totalmente urbanizadas e as dunas primárias foram drasticamente alteradas ou até mesmo suprimidas. Graças a isto, a espécie está listada como vulnerável no livro de espécie ameaçadas de extinção no Brasil.

Betty, a devoradora de línguas!!!

Andou rodando pelo Facebook um tal parasita devorador de línguas de peixes. e em algum lugar passaram a informação de que se trataria da pulga do mar, que postei dias atrás aqui no blog, esclarecendo que não era bem assim o processo.
Pesquisando na internet, me deparei com outra espécie de isópoda que realmente devora a língua do peixe, antes de tomar o seu lugar. Apelidada de Betty, a espécie Ceratothoa italica está causando estrago na população de peixes no Mar Mediterrâneo.

Devoradora de Línguas

Cientistas comentam que o parasita os fazem lembrar filmes de “aliens”, onde um animal "bizarro" consegue se adaptar perfeitamente dentro de um hospedeiro. Aparentemente, o excesso de pesca perturba o equilíbrio e torna parasitas especializados grandes predadores, interferindo em toda a cadeia do ecossistema.
Os biólogos garantem que a C. italica não representa risco para o homem, mas explicam que pode prejudicar o crescimento e a condição geral dos peixes, em especial nas áreas mais impactadas pela pesca.

Para saber mais sobre este assunto clique aqui.