sábado, 19 de janeiro de 2013

Assunto da Semana - Dopping no Ciclismo

Quem me conhece sabe, que embora eu não esteja praticando, sou apaixonado por Bicicleta, acredito no uso da Bicicleta como uma solução para o caos urbano que é o trânsito em grandes cidades. Muito mais que um meio de transporte, bicicleta é um estilo de vida!


E apesar de eu ser ligado ao Mountain Bike, é impossível não estar ligado aos fato da Semana, onde Lance Armstrong finalmente admitiu, em uma entrevista a apresentadora Oprah, ter se dopado durante os 7 anos em que foi campeão da mais famosa prova do Ciclismo Mundial, o "Tour de France", depois de ter sido banido do esporte como sendo o Mentor do maior e mais sofisticado esquema de dopping da história do esporte. (Para saber mais, sugiro a leitura do blog "Pra quem Pedala" que fez o acompanhamento do caso desde que começou o cochicho desta história)

Para quem não sabe, Dopping (a grosso modo) é a utilização ilícita de drogas estimulante com objetivo de suprimir temporariamente a fadiga, aumentar e melhorar a atuação e desempenho de um esportista.

Os mais "velhinhos" vão lembrar deste ciclista agora. Armstrong ficou conhecido no final dos Anos 90, depois que superou um câncer nos testículos e passou por uma fase difícil, fundou a Organização Live Strong e "deu a volta por cima", conquistando (dopado), entre outros, SETE títulos do Tour de France. mas ele ficou conhecido mesmo, por aqueles que não praticavam ciclismo na época, por uma pulseira da nike, que virou moda na época, para arrecadar fundos para a sua ONG.


O que me espanta nisto tudo, é que o cara que para muitos foi o exemplo de atleta, símbolo de superação é uma fraude. Foi denunciado pelos colegas de esporte (que também se dopavam) e por dirigentes do esporte que na época encobriram todo este esquema.

O esquema ocorreu entre 1998 e 2005 e os exames da época não detectavam tal esquema, que consistia no uso de uma substância chamada Eritropoietina (EPO) e se "auto doar" sangue durante as competições. Isto mesmo, antes das competições, os Atletas retiravam bolsas do seu sangue, que eram reinjetadas neles mesmo durante as competições.

E qual o objetivo disto? vc pode estar se perguntando... Muito simples... Estimular e repor os Glóbulos vermelhos (Hemácias) no sangue dos Atletas. 


As Hemácias tem por função promover as trocas gasosas do organismo, levando oxigênio até as células do corpo, permitindo a respiração celular e por consequência a produção de energia. O fato é que em provas do tipo Tour de France, o esforço físico é muito grande... 150 a 200 km pedalados por dia durante até 2 semanas, acaba ocorrendo naturalmente a diminuição destas hemácias no sangue, gerando a fadiga, diminuição do desempenho, etc. etc. e aí entra o EPO, ou a auto doação de sangue. pois o EPO atua diretamente na Medula óssea estimulando a produção destes elementos sanguíneos, mantendo o desempenho do atleta. o mesmo acontece com a transfusão sanguínea, pois o atleta recebe o seu próprio sangue (que foi retirado antes da competição) riquíssimo em hemácias (Se você quiser se aprofundar um pouco mais sobre Dopping sanguíneo clique aqui).

O que me deixa triste é que o discurso de Armstrong e as investigações deixam a entender que a maioria (para não dizer todos) dos atletas de alto desempenho do esporte (e de outros também, pois o que não falta é casos de dopping) fizeram ou fazem algum tipo de dopping. Ou seja, o esporte como um todo, que deveria ser uma vitrine, um exemplo de vida para todos, de saúde, é uma fraude, uma artificialidade sem tamanho.

Eu poderia ir adiante, e falar sobre os mais diversos tipos de doppings que ainda rondam e escurecem a imagem do esporte profissional, mas vou parar por aqui. Se você ficou com interesse, aconselho este último link, que mostra as substâncias e métodos proibidos pelo Ministério do Esporte Brasileiro e do Código mundial antidopping.

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Fique ligado, e se você sofre com elas, procure um médico!

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