quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dia Mundial sem Carro - Benefícios da Bicicleta

A figura é auto-explicativa!!!

Dia Mundial Sem Meu Carro


Você está convidado a deixar o seu carro na garagem (ou dos seus pais) e seguir para suas atividades utilizando outro meio de transporte ou praticando a carona solidária. Estamos Falando do "Dia Mundial na cidade sem meu carro", onde lideranças no mundo todo se mobilizam para chamar atenção da população sobre a utilização excessiva do carro.


Em cidades do mundo todo, são realizadas atividades em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no que passou a ser conhecido como Dia Mundial Sem Carro. Na Europa, a semana que antecede a data é repleta de atividades, na chamada Semana Europeia da Mobilidade (16 a 22 de setembro).

A mobilização que ocorre nesta data é um exercício de reflexão muito bem-vindo sobre a dependência e o uso (muitas vezes) irracional dos automóveis em nossa sociedade, já que boa parte dos brasileiros, principalmente das grandes cidades, recebe um grande número de informações sobre o impacto do uso do carro na nossa vida. Nas notícias, além dos danos sobre a nossa saúde – mais notados na respiração, no sono afetado e no stress de congestionamentos e do transporte público -, vemos frequentemente a influência dos acidentes ocorridos no trânsito como pauta rotineira na sociedade moderna.

O Dia Mundial Sem Carro foi implantado pela primeira vez na França, em 22 de setembro de 1997. Em 2000, a União Européia instituiu a Jornada Internacional "Na Cidade, sem meu Carro", reunindo 760 cidades. Em 2001, 1.683 cidades participaram. Encorajados pelo êxito da iniciativa do Dia Europeu sem Carros, a comissão organizadora lançou, em 2002, a Semana Européia da Mobilidade. O movimento vem crescendo em todo o planeta e ganha novas programações envolvendo prefeituras, ONG’s e a sociedade civil a cada ano no Brasil.

O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A ideia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, tema da campanha em 2011, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel.

Campanhas de conscientização na União européia.

A iniciativa tem como proposta ainda apontar para a necessidade urgente de desenvolvimento de novos padrões de comportamento, que sejam compatíveis com a mobilidade urbana mais sustentável. Exemplo disso é que caminhar, andar de bicicleta, partilhar o carro ou usar os transportes públicos com mais frequência poupará 0,5 kg de dióxido de carbono por cada 1,5 km que não se andar de carro!


E não para por aí. Segundo a Associação de Ciclismo de Balneário Camboriu, a Bicicleta é o melhor transporte. Para apontar os entraves do trânsito na cidade, no dia 15 de setembro a Associação promoveu um desafio intermodal. Convidados partiram do Hospital Santa Inês, na Avenida do Estado, em direção à Univali, na Quinta Avenida, percorrendo um trecho aproximado de 5 km.


Cada um adotou um meio de transporte diferente: carro, moto, ônibus, bicicleta e a pé. Além do tempo que se levou para cumprir a missão, a pesquisa considerou a emissão de ruídos e de monóxido de carbono, o custo da viagem, o conforto, a segurança e a praticidade. A campeã, na opinião dos participantes, foi a bicicleta.

Em seguida veio a caminhada, seguida de perto pelo ônibus e a moto. O carro teve a pior avaliação.

— Onde cabe um automóvel cabem cinco ou seis ciclistas. A bicicleta é um meio de transporte fácil, econômico e saudável — diz Carlos Beppler, presidente da Associação de Ciclismo.

Para o professor Jânio Vicente Rech, a bicicleta é um modo interessante para substituir o carro. Mas, para que as pessoas a adotem, é necessário ter ciclovias seguras e interligadas. Marcus Polette é da mesma opinião:

— A bicicleta é uma boa opção, mas não a única. Balneário Camboriú é uma cidade plana, o que favorece quem quer caminhar, embora precise haver uma adequação das calçadas. Um transporte público mais rápido e frequente também permitiria que as pessoas deixassem o carro em casa. A adoção de minivans seria uma boa alternativa — acredita.



E aí, vamos entrar nesta juntos?